Raízes de Mulher
Sementes de Futuro
6 de junho a 6 de julho de 2026
Biblioteca Henrique Nunes da Costa
Museu Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia
Fanadia, Caldas da Rainha
Integrada no programa oficial do F/262 – Festival Internacional de Fotografia e nas comemorações dos 200 Anos da Fotografia, uma exposição Raízes de Mulher: Sementes de Futuro presta homenagem ao papel fundamental das mulheres na agricultura, no desenvolvimento rural e na construção das comunidades ao longo de gerações.
Promovida pela CCDR Centro, I.P., no âmbito do Ano Internacional da Mulher na Agricultura 2026, proclamado pelas Nações Unidas, esta exposição reúne património fotográfico, memória social e reflexão contemporânea sobre o contributo feminino para o território, a paisagem e a sustentabilidade.
Após a sua apresentação em Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Guarda e Viseu, a exposição chega agora às Caldas da Rainha, onde será apresentada em dois espaços complementares, cria um percurso entre a Biblioteca Henrique Nunes da Costa e o Museu Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia.

Um tributo às mulheres que cultivaram o futuro
Durante séculos, as mulheres desempenharam um papel essencial na agricultura, na gestão dos recursos naturais, na transmissão de conhecimentos e na preservação das comunidades rurais. Muitas dessas histórias permanecemam invisíveis, apesar de sustentarem a vida quotidiana e a economia dos territórios.
Raízes de Mulher procura devolver rosto, voz e memória a essas mulheres.
Através de imagens históricas, testemunhos e narrativas visuais, a exposição estabelece uma ponte entre passado e presente, entre tradição e inovação, mostrando como o conhecimento acumulado ao longo de gerações continua a inspirar novas formas de viver, produzir e cuidar do território.
Património Fotográfico e Memória
O núcleo expositivo apresentado nas Caldas da Rainha reúne fotografias provenientes dos espólios do Arquivo Municipal de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
As imagens selecionadas incluem obras de fotógrafos como Artur Pastor, Mário Novais e Horácio Novais, autores fundamentais para a documentação da vida rural portuguesa ao longo do século XX.
Vindimas, ceifas, apanha da batata, trabalho do linho, pastorícia e atividades à economia doméstica surgem como testemunhos visuais de uma realidade onde as mulheres foram simultaneamente trabalhadoras, guardiãs de conhecimento, educadoras e agentes de transformação social.
Entre Memória e Futuro
Mais do que uma exposição histórica, Raízes de Mulher convida à reflexão sobre os desafios atuais da agricultura, da sustentabilidade e da igualdade de género.
Ao recuperar estas imagens e histórias, a exposição propõe uma leitura contemporânea do papel das mulheres na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis, comunidades mais resilientes e territórios mais equilibrados.
Como escreveu Maria Lamas em As Mulheres do Meu País:
«Todas as mulheres do povo se parecem umas com as outras, vivam onde viverem. (…) Todas são irmãs na luta, na resistência ao trabalho e ao sofrimento, no heroísmo obscuro.»
Informações
Dados: 6 de junho a 6 de julho de 2026
Locais: Biblioteca Henrique Nunes da Costa e Museu Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia
Localidade: Fanadia, Caldas da Rainha
Organização: CCDR Centro, I.P. e F/262 – Festival Internacional de Fotografia , Associação F/SOS – Fotografia, Solidariedade e Obras Sociais.
Parceiros: Município das Caldas da Rainha, União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Rancho Folclórico As Ceifeiras da Fanadia e Vila das Rainhas.
Acessibilidade Áudio Descrição
🎧 Audio Description (EN)
Listen to an audio description of the exhibition poster for ROUPAS DE MULHER, SEMENTES DO FUTURO.
🎧 Audiodescrição (PT)
Ouça uma audiodescrição do cartaz da exposição RAÍZES DE MULHER, SEMENTES DE FUTURO.
F/262 – Festival Internacional de Fotografia
O cartaz é orientado verticalmente e colocado contra um fundo bege claro. Seu design combina fotografia documental, tipografia contemporânea e elementos geométricos em tons de terra quente marrom.
No canto superior esquerdo, surge o logótipo circular laranja e preto do F/262 – Festival Internacional de Fotografia. Além disso, figura o logótipo da iniciativa «Europa para os Festivais». No canto superior direito, o grande texto a preto lê-se «Celebrar 200 Anos de Fotografia», assinalando o bicentenário do meio.
Na vertical, ao longo do lado esquerdo do cartaz, encontra-se o título da exposição, apresentado em grandes letras castanhas: “ROOTS OF WOMAN.” Ao lado, em letras pretas mais estreitas, surge o subtítulo: «SEMENTES DO FUTURO».
No centro da composição está uma colagem de fotografias históricas dispostas dentro de uma estrutura geométrica dinâmica. As imagens são principalmente a preto e branco e são revestidas com formas marrons translúcidas que criam um quadro visual contemporâneo em torno do material de arquivo.
As fotografias retratam mulheres em uma variedade de ambientes rurais, domésticos e comunitários. Em uma imagem, uma mulher está entre plantas agrícolas ou fileiras de vinhedos. Outra fotografia mostra duas mulheres sentadas juntas dentro de casa. No centro, duas mulheres transportam um grande objeto ou recipiente entre elas. Imagens adicionais retratam mulheres envolvidas em trabalho agrícola, trabalho doméstico, atividades artesanais e momentos da vida comunitária.
À direita da colagem principal está uma fotografia vertical separada que mostra uma mulher de pé perto da água enquanto segura um recipiente ou ferramenta associada ao trabalho tradicional. A imagem reforça temas de trabalho, território e memória cultural.
Integrado na composição está o texto de título em inglês, «Roots of Woman, Seeds of the Future» (Raízes da Mulher, Sementes do Futuro), que liga as imagens históricas à mensagem contemporânea da exposição.
O uso de tons castanhos quentes evoca associações com a terra, a agricultura, o património e a memória. Estas cores ligam visualmente as mulheres representadas nas fotografias com as paisagens e comunidades em que viveram e trabalharam.
Na parte inferior esquerda do cartaz, as datas da exposição são indicadas de 6 de junho a 6 de julho de 2026. Os locais são identificados como a Biblioteca Henrique Nunes da Costa na Fanadia e o Museu Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia.
Na parte inferior direita figura o logótipo da CCDR Centro, o parceiro institucional da exposição.
Ao longo da borda inferior do cartaz está uma série de logotipos que representam as instituições organizadoras, patrocinadores e colaboradores, incluindo referências ao Ano Internacional da Mulher Agricultor 2026 e várias organizações culturais regionais.
A atmosfera global combina património arquivístico com interpretação contemporânea. Através de fotografias históricas de mulheres ligadas à vida rural, o cartaz explora temas de trabalho, identidade, resiliência, transmissão de conhecimento e memória coletiva. Convida à reflexão sobre o papel essencial que as mulheres desempenharam na formação das comunidades, na manutenção das tradições culturais e na transmissão de conhecimentos de uma geração para a seguinte.
F/262 – Festival Internacional de Fotografia
O cartaz apresenta um formato vertical sobre um fundo em tom bege-claro, com uma composição gráfica que combina fotografia documental, tipografia contemporânea e elementos geométricos em tons de castanho-terra.
No canto superior esquerdo encontra-se o logótipo circular laranja e preto do F/262 – Festival Internacional de Fotografia. Ao lado surge o logótipo da iniciativa Europa para Festivais. No canto superior direito, texto preto de grande dimensão anuncia “Comemoração 200 Anos Fotografia”, assinalando o bicentenário da fotografia.
A dominar a composição, ao longo da margem esquerda, surge o título da exposição disposto na vertical em letras castanhas de grande dimensão: «RAÍZES DE MULHER». paralelamente, em letras pretas mais estreitas, lê-se o subtítulo “SEMENTES DE FUTURO”.
Junto ao centro da composição encontra-se um conjunto de fotografias históricas numa estrutura gráfica semelhante a uma colagem. As imagens são apresentadas maioritariamente a preto e branco, combinadas com formas geométricas translúcidas em tons de castanho que criam uma composição contemporânea sobre os registos documentais.
As fotografias retratam mulheres em diferentes contextos de trabalho, vida comunitária e quotidiano rural. Numa das imagens superiores observa-se uma mulher junto a videiras ou vegetação agrícola. Noutra imagem, duas mulheres encontram-se sentadas num espaço interior. Ao centro, duas figuras femininas transportam um objeto ou recipiente em equilíbrio entre ambas. Noutras fotografias surgem mulheres envolvidas em tarefas agrícolas, trabalho manual, atividades domésticas e momentos de convívio comunitário.
À direita da composição principal encontra-se uma fotografia vertical isolada mostrando uma mulher junto à água, segurando um recipiente ou utensílio associado ao trabalho tradicional. A imagem reforça a ligação entre território, trabalho e memória coletiva.
Sobre a colagem fotográfica surge texto em inglês que acompanha o conceito da exposição: «Raízes da Mulher, Sementes do Futuro».
A utilização dos tons castanhos remete visualmente para a terra, a agricultura, a memória e a herança cultural, estabelecendo uma ligação simbólica entre as mulheres retratadas e a paisagem rural que habitam.
Na parte inferior esquerda do cartaz encontram-se como dados da exposição: de 6 de junho a 6 de julho de 2026. Logo abaixo estão identificados os locais da exposição: Biblioteca Henrique Nunes da Costa, na Fanadia, e Museu Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia.
Na parte inferior direita surge o logótipo da CCDR Centro, parceira institucional da exposição.
Ao longo da margem inferior encontra-se uma sequência de logótipos das entidades organizadas, apoiantes e parceiros do projeto, incluindo referências ao Ano Internacional da Mulher Agricultora de 2026 e a diversas instituições culturais e locais.
A atmosfera visual do cartaz combina arquivo, património e contemporaneidade. Através de fotografias históricas de mulheres ligadas ao mundo rural, uma composição evoca temas de trabalho, identidade, transmissão de conhecimento, memória coletiva e continuidade entre gerações. O cartaz propõe uma reflexão sobre o papel fundamental das mulheres na construção das comunidades e na preservação da cultura e dos territórios ao longo do tempo.
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🎧 Audio Description (EN)
Ouvir uma audiodescrição de O corte do aglomerado de uvas, uma fotografia de Artur Pastor apresentada em Raízes da mulher, sementes do futuro.
🎧 Audiodescrição (PT)
Ouça uma audiodescrição de O Corte do Cacho, fotografia de Artur Pastor apresentada na exposição Raízes de Mulher, Sementes de Futuro.
Audio Description — O corte do aglomerado de uvas
Artur Pastor
Raízes da mulher, sementes do futuro
A imagem é uma fotografia documental em preto e branco que retrata uma mulher que trabalha em uma vinha.
A mulher ocupa o lado direito do quadro e é mostrada a partir de aproximadamente a cintura para cima. Encontra-se entre densas videiras carregadas de cachos de uvas escuras e folhas largas. Seu corpo é ligeiramente virado para as videiras, enquanto seu rosto é mostrado no perfil.
Parece ser uma jovem adulta. Seu cabelo escuro está perfeitamente reunido em um pão na parte de trás de sua cabeça. Ela usa uma blusa de manga curta de cor clara sob um avental estampado amarrado em torno de sua cintura. Um pequeno brinco de argola é visível em sua orelha esquerda.
Ambos os braços se estendem para a frente na videira. Suas mãos estão parcialmente escondidas pela folhagem enquanto ela se aproxima cuidadosamente de um cacho de uvas. O gesto sugere concentração e familiaridade com a tarefa.
A vinha enche grande parte da imagem. As folhas grossas criam camadas de textura e sombra, enquanto os aglomerados de uvas pesadas pendem dos ramos. A luz solar ilumina as folhas e o rosto da mulher, criando fortes contrastes típicos da fotografia ao ar livre.
O fundo está suavemente fora de foco, chamando a atenção para a interação entre a mulher e a videira. Nenhuma outra pessoa é visível.
A composição coloca igual ênfase no trabalhador e na paisagem cultivada. A videira rodeia os braços e as mãos, ligando visualmente a figura humana ao ambiente agrícola.
A fotografia é intitulada O corte do aglomerado de uvas Foi criado pelo fotógrafo português Artur Pastor. Faz parte de um registo visual mais amplo da vida rural e do trabalho agrícola em Portugal durante o século XX.
A imagem reflete um momento de colheita, captando uma tarefa repetida ao longo das estações e gerações. Em vez de se concentrar na escala da produção agrícola, a fotografia chama a atenção para os gestos hábeis, a paciência e o conhecimento incorporados no trabalho rural cotidiano.
A atmosfera geral é calma e digna. Através da relação entre a mulher e a vinha, a fotografia fala do trabalho, da continuidade, da comunidade e do papel duradouro das mulheres na formação das paisagens agrícolas e na sustentação da vida rural.
Audiodescrição — O Corte do Cacho
Artur Pastor
Raízes de Mulher, Sementes de Futuro
A imagem é uma fotografia documental a preto e branco que retrata uma mulher a trabalhar numa vinha.
A mulher ocupa a parte direita do enquadramento e surge representada aproximadamente da cintura para cima. Encontra-se entre videiras densas, carregadas de cachos de uvas escuras e folhas largas. O corpo está ligeiramente voltado para as plantas, enquanto o rosto surge de perfil.
Aparenta ser uma jovem adulta. O cabelo escuro encontra-se cuidadosamente apanhado num coque na parte posterior da cabeça. Veste uma blusa clara de manga cor e um avental com padrão discreto atado à cintura. Na orelha esquerda é visível uma pequena argola.
Ambos os braços estendem-se em direção à videira. As mãos encontram-se parcialmente ocultas pela folhagem enquanto alcançam um dos cachos de uvas. O gesto transmite concentração e familiaridade com a tarefa que executa.
A vinha ocupa grande parte da composição. As folhas criam uma rica textura visual de formas e sombras, enquanto os cachos de uvas pendem dos ramos em diferentes pontos da imagem. A luz solar ilumina as folhas e o rosto da mulher, cria contrastes característicos da fotografia realizada ao ar livre.
O fundo surge suavemente desfocado, concentrando a atenção na relação entre a mulher e a videira. Não são visíveis outras pessoas.
A composição atribui igual importância à figura humana e à paisagem cultivada. Os braços e as mãos da mulher parecem integrar-se naturalmente na estrutura da planta, reforçar visualmente a ligação entre o trabalho humano e a terra.
Uma fotografia intitula-se O Corte do Cacho Foi realizada pelo fotógrafo português Artur Pastor. Integra um vasto registo visual dedicado ao mundo rural e ao trabalho agrícola em Portugal ao longo do século XX.
A imagem documenta um momento de vindima, registando uma ação repetida ao longo das estações e transmitidas entre gerações. Mais do que representar a produção agrícola, a fotografia valoriza o conhecimento, a precisão dos gestos e a experiência acumulada através do trabalho quotidiano.
Uma atmosfera geral é serena e digna. Através da relação entre a mulher e a vinha, a fotografia evoca temas de trabalho, continuidade, memória coletiva e do papel fundamental das mulheres na construção e preservação das comunidades rurais.

🎧 Audio Description (EN)
Ouvir uma audiodescrição de Fresco e bem lavado, uma fotografia de Artur Pastor apresentada em Raízes da mulher, sementes do futuro.
🎧 Audiodescrição (PT)
Ouça uma audiodescrição de Fresco e Bem Lavado, fotografia de Artur Pastor apresentada na exposição Raízes de Mulher, Sementes de Futuro.
Audio Description — Fresco e bem lavado
Artur Pastor
Raízes da mulher, sementes do futuro
A imagem é uma fotografia documental a preto e branco que retrata uma mulher a trabalhar à beira da água.
No centro da composição está uma jovem mulher em uma costa arenosa. Ela está descalça e está ligeiramente voltada para o lado esquerdo da imagem. Seu corpo é capturado em movimento enquanto ela lida com um grande peixe.
Ela parece ser uma jovem adulta com cabelos escuros livremente recolhidos de volta. Ela usa uma blusa leve de manga curta e uma saia escura na altura do joelho. Sua cabeça é inclinada para baixo enquanto ela se concentra na tarefa em suas mãos.
Com um braço levantado, ela segura um peixe longo e esbelto na vertical. Os peixes curvam-se dramaticamente através do quadro, estendendo-se a partir de sua mão levantada para baixo em direção ao chão. O seu corpo alongado cria uma linha arrebatadora que se torna o elemento visual dominante da fotografia.
À sua frente, repousando sobre a areia, encontra-se uma grande bacia metálica parcialmente cheia de peixes. Vários peixes mais longos encontram-se espalhados pela praia nas proximidades. As suas escamas reflectoras captam a luz solar, criando destaques brilhantes contra os tons mais escuros da areia.
Atrás da mulher, ondas suaves atingem a costa. A água calma estende-se em direção ao horizonte, formando um pano de fundo simples e desimpedido. Outra figura é parcialmente visível na água atrás dela, embora apenas fragmentos do corpo possam ser vistos.
A fotografia é composta por um forte equilíbrio entre a atividade humana e o ambiente costeiro. A curva do peixe ecoa a linha de costa e atrai o olho através da cena.
A imagem é intitulada Fresco e bem lavado Foi criado pelo fotógrafo português Artur Pastor. Faz parte de um registo fotográfico mais amplo que documenta comunidades rurais, costeiras e trabalhadoras em Portugal do século XX.
A fotografia capta um momento de trabalho diário intimamente ligado ao mar. Em vez de apresentar um evento dramático, centra-se numa tarefa rotineira repetida inúmeras vezes, destacando o conhecimento, o esforço e o cuidado envolvidos na sustentação dos agregados familiares e das comunidades.
A atmosfera geral é directa e digna. Através da interação entre a mulher, o peixe e o litoral, a imagem reflete temas de trabalho, resiliência, subsistência e a contribuição muitas vezes negligenciada das mulheres nas economias marítima e costeira.
Audiodescrição — Fresco e Bem Lavado
Artur Pastor
Raízes de Mulher, Sementes de Futuro
A imagem é uma fotografia documental a preto e branco que retrata uma mulher a trabalhar junto à margem de uma praia.
Ao centro da composição encontra-se uma jovem mulher sobre a areia. Está descalça e posicionada ligeiramente voltada para a esquerda da imagem. O corpo surge captado em movimento enquanto manuseia um peixe de grandes dimensões.
Aparenta ser uma jovem adulta com cabelo escuro preso de forma simples. Veste uma blusa clara de manga cor e uma saia escura abaixo do joelho. O rosto encontra-se inclinado para baixo, revelando atenção e concentração na tarefa que executa.
Com um dos braços levantado, segura um peixe longo e estreito. O corpo do peixe descreve uma curva pronunciada que atravessa a composição desde a mão erguida até perto do solo. Esta linha curva torna-se o elemento visual dominante da fotografia.
Em primeiro plano, sobre a areia, encontra-se uma grande bacia metálica contendo vários peixes. Outros exemplares semelhantes encontram-se espalhados pelo chão nas proximidades. Como superfícies brilhantes refletem uma luz solar, cria contrastes com os tons mais escuros da areia.
Atrás da mulher, pequenas ondas alcançam suavemente uma margem. A água estende-se até ao horizonte, formando um fundo simples e tranquilo. Ao longe é possível distinguir parcialmente outra pessoa dentro de água, embora apenas parte do corpo seja visível.
A composição estabelece um equilíbrio entre a atividade humana e a paisagem costeira. A curva do peixe acompanha visualmente o movimento da cena e conduz o olhar ao longo da fotografia.
Uma imagem intitula-se Fresco e Bem Lavado Foi realizada pelo fotógrafo português Artur Pastor. Integra um conjunto mais vasto de fotografias dedicadas ao registo das comunidades rurais, costeiras e trabalhadoras de Portugal ao longo do século XX.
A fotografia documenta um momento de trabalho quotidiano profundamente ligado ao mar. Em vez de representar um acontecimento excecional, centra-se numa tarefa repetida diariamente, valorizando o conhecimento, o esforço físico e o cuidado envolvido na subsistência das famílias e das comunidades.
Uma atmosfera geral é serena e digna. Através da relação entre a mulher, o peixe e a paisagem marítima, a imagem evoca temas de trabalho, resistência, sustento e do papel frequentemente invisível das mulheres nas economias ligadas ao mar e às comunidades costeiras.

🎧 Audio Description (EN)
Ouvir uma audiodescrição de Estação Agronómica Nacional: Determinação Biológica do Fósforo e Potássio, uma fotografia de Artur Pastor apresentada em Raízes da mulher, sementes do futuro.
🎧 Audiodescrição (PT)
Ouça uma audiodescrição de Estação Agronómica Nacional: Determinações de Fósforo e de Potássio por Via Biológica, fotografia de Artur Pastor apresentada na exposição Raízes de Mulher, Sementes de Futuro.
Audio Description — Estação Agronómica Nacional: Determinação Biológica do Fósforo e Potássio
Artur Pastor
Raízes da mulher, sementes do futuro
A imagem é uma fotografia documental em preto e branco que retrata uma mulher que trabalha em um laboratório científico.
A cena acontece dentro de casa. Uma jovem ocupa a área central esquerda da composição, ao lado de um longo banco de laboratório. Ela é mostrada em perfil, sua cabeça suavemente inclinada para baixo enquanto ela se concentra em seu trabalho.
Parece ser uma jovem adulta. Seu cabelo escuro é arrumado e puxado para trás de seu rosto. Ela usa um casaco de laboratório de cor clara ou vestido de trabalho abotoado no colarinho. A sua expressão é calma e concentrada.
Nas mãos, ela segura um pedaço de vidro de laboratório ligado a um tubo estreito. Sua postura sugere observação cuidadosa e manuseio preciso de equipamentos científicos.
O banco de laboratório estende-se através do primeiro plano e é coberto com instrumentos de vidro de várias formas e tamanhos. Frascos, copos, funis, dispositivos de medição e delicados tubos de vidro criam um arranjo denso de formas verticais e curvas. Muitos dos vasos contêm líquidos claros que refletem a luz que entra.
Para o lado direito da imagem, uma grande janela permite que a luz do dia entre na sala. A luz ilumina o aparelho de vidro, produzindo reflexos brilhantes e destaca que contrastam com as sombras interiores mais escuras.
A superfície polida do banco de laboratório reflete tanto o equipamento como a figura do investigador, criando camadas adicionais de luz e geometria na composição.
No fundo, instrumentos laboratoriais adicionais, tubos e equipamentos técnicos reforçam o ambiente científico. Nenhuma outra pessoa é visível.
A fotografia é cuidadosamente equilibrada entre a figura humana e o aparelho circundante. As linhas verticais dos instrumentos de vidro enquadram a mulher e chamam a atenção para a sua actividade, enfatizando o conhecimento, a precisão e a observação.
A imagem é intitulada Estação Agronómica Nacional: Determinação Biológica do Fósforo e Potássio Foi criado pelo fotógrafo português Artur Pastor. Documenta trabalhos científicos ligados à agricultura e à investigação agrícola em Portugal do século XX.
Em vez de retratar o trabalho físico nos campos, a fotografia destaca outra dimensão do conhecimento agrícola. Mostra o papel das mulheres na investigação científica, na experimentação e na inovação, revelando como o progresso agrícola depende não só do cultivo da terra, mas também da investigação e da especialização técnica.
A atmosfera geral é calma, disciplinada e proposital. Através da interação entre o investigador e o ambiente laboratorial, a imagem reflete temas como a educação, o avanço científico, a inovação e a evolução da contribuição das mulheres para a agricultura e o desenvolvimento rural.
Audiodescrição — Estação Agronómica Nacional: Determinações de Fósforo e de Potássio por Via Biológica
Artur Pastor
Raízes de Mulher, Sementes de Futuro
A imagem é uma fotografia documental a preto e branco que retrata uma mulher a trabalhar num laboratório científico.
A cena decorre num espaço interior. Uma jovem mulher ocupa uma zona centro-esquerda da composição, posicionada junto a uma longa bancada de laboratório. Surge de perfil, com a cabeça ligeiramente inclinada para baixo enquanto se concentra na tarefa que realiza.
Aparenta ser uma jovem adulta. O cabelo escuro encontra-se cuidadosamente penteado e preso para trás. Veste uma bata clara ou vestido de trabalho abotoado até ao colarinho. Uma expressão transmite concentração, serenidade e atenção ao detalhe.
Nas mãos segura uma peça de vidro de laboratório ligada a um tubo estreito. A postura sugere observação cuidadosa e manipulação precisa de equipamento científico.
A bancada estende-se ao longo do primeiro plano e encontra-se preenchida por diversos instrumentos laboratoriais. São visíveis balões de vidro, frascos, funis, recipientes graduados e tubos delicados de diferentes alturas e formas. Muitos contêm líquidos transparentes que refletem a luz.
À direita da imagem encontra-se uma janela que permite a entrada de luz natural. A iluminação destaca o brilho do vidro e cria reflexos luminosos sobre os instrumentos, contrastando com as zonas mais escuras do interior.
A superfície polida da bancada reflete tanto os equipamentos como a figura da investigadora, cria uma composição rica em linhas, transparências e reflexos.
Ao fundo observam-se outros instrumentos, canalizações e equipamentos técnicos que reforçam o contexto científico. Não são visíveis outras pessoas.
A composição estabelece um equilíbrio entre a presença humana e o conjunto de instrumentos laboratoriais. As linhas verticais dos aparelhos enquadram a investigadora e conduzem o olhar para a atividade que está a desenvolver, valorizando o conhecimento, a observação e a precisão.
Uma fotografia intitula-se Estação Agronómica Nacional: Determinações de Fósforo e de Potássio por Via Biológica Foi realizada pelo fotógrafo português Artur Pastor. A imagem documenta trabalho científico ligado à investigação agrícola em Portugal durante o século XX.
Ao contrário das fotografias centradas no trabalho físico no campo, esta imagem revela outra dimensão do conhecimento agrícola. Mostra o papel das mulheres na investigação, na experimentação e na inovação científica, demonstrando que o progresso agrícola depende tanto do cultivo da terra como da produção de conhecimento técnico e científico.
Uma atmosfera geral é silenciosa, rigorosa e determinada. Através da relação entre a investigadora e o laboratório, a fotografia evoca temas de educação, inovação, ciência e da crescente participação das mulheres na construção do futuro da agricultura e do desenvolvimento rural.

🎧 Audio Description (EN)
Ouvir uma audiodescrição de Tear típico: Mulheres que trabalham com linho, da exposição Raízes da mulher, sementes do futuro.
🎧 Audiodescrição (PT)
Ouça uma audiodescrição da obra Típico da lágrima: mulheres trabalhando o linho, integrada na exposição Raízes de Mulher, Sementes de Futuro.
Áudio Descrição (Português)
Raízes da mulher, sementes do futuro
Artur Pastor
Tear típico: Mulheres que trabalham com linho
Esta fotografia a preto e branco retrata uma cena interior iluminada por luz natural que entra através de uma janela aberta no lado direito da imagem.
No centro encontra-se um grande tear de madeira que domina a composição. O tear se estende horizontalmente através da sala, suas vigas, fios e elementos mecânicos criando uma forte estrutura arquitetônica dentro do espaço.
Três mulheres ocupam a cena, cada uma envolvida em uma etapa diferente do trabalho têxtil.
Em primeiro plano, sentada sob o tear, uma jovem trabalha com um feixe de fibra fiada que repousa no colo. Sua cabeça está ligeiramente curvada enquanto ela se concentra em sua tarefa. Ela usa uma blusa de cor clara, uma saia comprida e padrão e um lenço de cabeça. A luz suave que lhe cai no rosto e nas mãos realça a precisão dos seus movimentos.
À direita, uma mulher mais velha senta-se em uma cadeira ao lado de uma cesta tecida. Ela usa um vestido estampado, avental e cobertura de cabeça. As suas mãos estão ocupadas com o trabalho têxtil, e a sua postura transmite familiaridade e experiência adquirida ao longo de anos de prática.
Atrás do tear, uma terceira mulher fica parcialmente obscurecida pela estrutura de madeira. Ela aparece focada na operação do próprio tear, participando do processo coletivo de transformação de fibra crua em tecido.
O quarto é modesto e funcional. As tábuas de madeira cobrem o chão, marcadas por manchas de luz solar lançadas através da janela. Cestas, fibras, ferramentas e materiais têxteis estão distribuídos por todo o espaço. Um pano pende da parede ao fundo, enquanto as roupas secam perto da janela aberta.
A luz cria um forte contraste entre as áreas iluminadas e sombreadas, revelando as texturas da madeira, do tecido, do fio e da pele. A atmosfera é calma e concentrada, transmitindo uma sensação de ritmo e trabalho partilhado.
Em vez de retratar um único indivíduo, a fotografia enfatiza o conhecimento coletivo passado entre gerações. O tear torna-se simultaneamente uma ferramenta e um símbolo de continuidade, ligando o trabalho, a memória, o artesanato e a comunidade.
A imagem faz parte de Raízes da mulher, sementes do futuro, uma exposição que destaca a contribuição muitas vezes negligenciada das mulheres para as economias agrícola, doméstica e rural. Através de fotografias históricas do Arquivo Municipal de Lisboa, a exposição homenageia o trabalho, a resiliência e o conhecimento que sustentaram as comunidades e ajudaram a moldar o futuro.
Audiodescrição
Raízes de Mulher, Sementes de Futuro
Artur Pastor
Típico da lágrima: mulheres trabalhando o linho
Esta fotografia a preto e branco apresenta uma cena de interior iluminada pela luz natural que entra através de uma janela aberta situada no lado direito da imagem.
Ao centro encontra-se um grande tear de madeira que domina a composição. A sua estrutura estende-se horizontalmente pela divisão, formando uma presença forte através das vigas, fios e elementos mecânicos que compõem o equipamento.
Três mulheres ocupam o espaço, cada uma envolvida numa fase diferente do trabalho têxtil.
Em primeiro plano, sentada sob o tear, uma jovem trabalha com um conjunto de fibras ou fios pousados no colo. A cabeça encontra-se ligeiramente inclinada para baixo, concentrada na tarefa que executa. Veste uma blusa clara, uma saia comprida estampada e um lenço na cabeça. A luz que incide sobre o rosto e as mãos destaca a delicadeza e a precisão dos seus gestos.
À direita, uma mulher mais velha encontra-se sentada junto a um cesto de verga. Usa um vestido estampado, avental e lenço na cabeça. As mãos estão ocupadas com trabalho manual relacionado com os têxteis. A sua postura transmite experiência e familiaridade adquiridas ao longo de muitos anos de prática.
Por detrás do tear, uma terceira mulher permanece de pé, parcialmente escondida pela estrutura de madeira. Parece concentrada na operação do tear, participando no processo coletivo de transformar a fibra em tecido.
O espaço é simples e funcional. O chão é composto por tábuas de madeira atravessadas por áreas de luz projetadas pela janela aberta. Cestos, fibras, ferramentas e materiais têxteis distribuem-se pela sala. Um pano encontra-se pendurado na parede ao fundo e algumas peças de roupa repousam junto à janela.
A iluminação cria um forte contraste entre luz e sombra, revelando-se como texturas da madeira, dos tecidos, dos fios e da pele. A atmosfera é tranquila e concentrada, transmitindo uma sensação de ritmo, cooperação e trabalho partilhado.
Mais do que retratar uma única pessoa, a fotografia evidencia o conhecimento coletivo transmitido entre gerações. O tear surge simultaneamente como ferramenta e símbolo de continuidade, ligando trabalho, memória, artesanato e comunidade.
A imagem integra a exposição Raízes de Mulher, Sementes de Futuro, que dá visibilidade ao contributo frequentemente invisibilizado das mulheres para as rurais, agrícolas e domésticas. Através das fotografias históricas de Artur Pastor preservadas no Arquivo Municipal de Lisboa, a exposição homenageia o trabalho, a resiliência e os saberes que sustentaram comunidades e ajudaram a construir o futuro.
Maio – setembro de 2026
Caldas da Rainha Portugal
Sobre o F/262
O F/262 é um festival internacional de fotografia enraizado nas Caldas da Rainha, Portugal.
Através de exposições, palestras, educação e instalações públicas, o festival envolve a fotografia contemporânea com o local, a comunidade e o mundo que partilhamos.
©2026 F/262 – Festival Internacional de Fotografia
Produzido por Associação F/SOS – Fotografia, Solidariedade e Obras Sociais
