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Jagozes - Nuno Rocha

Entre o Mar e a Permanência

Integrada nas comemorações dos 200 Anos da Fotografia e na programação do F/262 – Festival Internacional de Fotografia, Jagozes —Entre o Mar e a Permanência Apresenta o resultado de um trabalho documental desenvolvido por Nuno Rocha Ao longo de 18 meses junto da comunidade piscatória da Ericeira.

Exibida ao ar livre na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, a série acompanha os ritmos do porto, os gestos do trabalho e as transformações de uma cultura marítima profundamente enraizada no território português. Através de uma abordagem construída na proximidade e no tempo, o projeto reflete sobre memória, identidade e continuidade num contexto marcado pela mudança.

O mar molda comunidades, define territórios e atravessa gerações. Em Jagozes — Entre o Mar e a Permanência, Nuno Rocha conduz-nos ao universo da comunidade piscatória da Ericeira através de um trabalho desenvolvido ao longo de dezoito meses de convivência, observação e presença continuada.

Longe da procura do momento extraordinário, como fotografias concentram-se naquilo que sustenta o quotidiano: os gestos repetidos do trabalho, a preparação das embarcações, os corpos marcados pelo esforço, os momentos de espera e as relações construídas ao longo de uma vida dedicada ao mar.

A série documenta igualmente um período de transformação na frota piscatória local, acompanhando uma transição gradual das tradicionais embarcações de madeira para estruturas de alumínio. Mais do que uma mudança tecnológica, esta evolução traduz alterações económicas, sociais e culturais que influenciam a forma como a comunidade vive, trabalha e se relaciona com o seu património marítimo.

Apresentada na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, esta exposição estabelece um diálogo direto com o Atlântico. Como fotografias regressam simbolicamente ao ambiente que lhes deram origem, expostas ao vento, à luz natural e à proximidade do mar. Jagozes torna-se não só um documento sobre uma comunidade específica, mas também uma reflexão mais ampla sobre aquilo que resiste ao tempo, sobre a transmissão de saberes entre gerações e sobre a permanência da cultura marítima portuguesa.

Local: Avenida do Mar, Foz do Arelho
Dados: 13 de junho a 20 de setembro de 2026
Fotografia: Nuno Rocha
Curadoria: João Carlos
Programa: 200 Anos da Fotografia | F/262 Festival Internacional de Fotografia

Acessibilidade Áudio Descrição

🎧 Audio Description (EN)

Listen to an audio description of the exhibition poster for JAGOZES por Nuno Rocha.

🎧 Audiodescrição (PT)

Ouça uma audiodescrição do cartaz da exposição JAGOZES, de Nuno Rocha.

Áudio Descrição ENG

Descrição áudio  JAGOZES

Nuno Rocha

O cartaz é orientado verticalmente com um fundo cinzento claro e tipografia preta a negrito.

Na parte superior esquerda, surge o logótipo circular laranja e preto do F/262 – Festival Internacional de Fotografia. Além disso, figura o logótipo da iniciativa «Europa para os Festivais». Na parte superior direita do núcleo, figura, a preto, a «Comemoração 200 Anos Fotografia», que assinala o bicentenário da fotografia.

Dominando a parte superior do cartaz, em letras pretas grandes, encontra-se o título da exposição: “JAGOZES.” Abaixo aparece o nome do fotógrafo, Nuno Rocha. À direita, um subtítulo diz: “Entre o Mar e a Permanência”.

A imagem central é uma fotografia documental a preto e branco que retrata um ambiente de trabalho de pesca.

Em primeiro plano, duas pessoas transportam uma grande caixa retangular de plástico para peixes. Uma pessoa entra no quadro pela esquerda e a outra pela direita. Nenhum dos rostos é visível. A imagem cultiva ambas as figuras ao nível do ombro, concentrando a atenção em seus corpos, gestos e atividade, em vez de identidade individual.

Os indivíduos usam roupas de pesca impermeáveis, incluindo calças pesadas e roupa exterior de proteção. Seus braços estendem-se em direção à caixa, cada um agarrando um lado enquanto o carregam juntos.

Dentro da caixa encontra-se uma grande captura de peixe. Vários corpos longos e curvos sobrepõem-se e enchem grande parte do recipiente. Suas superfícies lisas refletem a luz solar, criando destaques brilhantes contra o interior mais escuro da caixa.

Para além da caixa, no centro do fundo, encontra-se um cão molhado virado para a câmara. O animal aparece alerta, posicionado entre os dois portadores e enquadrado pelo espaço aberto atrás deles.

O cenário parece ser um porto ou quintal de pesca. Cadeiras, contêineres, cordas e materiais de trabalho espalhados ocupam o fundo. As manchas de água no solo refletem a luz, reforçando a sensação de um ambiente de trabalho recentemente ativo ligado ao mar.

A fotografia é composta de um ponto de vista baixo, colocando a caixa e o seu conteúdo proeminentemente em primeiro plano. Esta perspetiva enfatiza o trabalho físico, o movimento e a realidade material da comunidade piscatória.

Na parte inferior do cartaz, as datas da exposição estão indicadas entre 13 de junho e 20 de setembro de 2026. O local é identificado como Avenida do Mar, Foz do Arelho. Os logótipos adicionais fazem referência aos parceiros institucionais e à iniciativa SEAQUAL, refletindo a ligação da exposição à cultura marítima e à sensibilização ambiental.

A atmosfera global combina a observação documental com um forte sentido de lugar. Através dos gestos quotidianos, dos corpos de trabalho e da presença dos recursos do mar, a imagem reflete temas de trabalho, comunidade, tradição e a relação duradoura entre as pessoas e a costa atlântica.

Audiodescrição PT

Audiodescrição — JAGOZES

Nuno Rocha

O cartaz apresenta um formato vertical sobre um fundo cinzento-claro, com tipografia preta em destaque.

No canto superior esquerdo encontra-se o logótipo circular laranja e preto do F/262 – Festival Internacional de Fotografia. Ao lado surge o logótipo da iniciativa Europa para Festivais. No canto superior direito, texto preto de grande dimensão anuncia “Comemoração 200 Anos Fotografia”, assinalando o bicentenário da fotografia.

A dominar a secção superior do cartaz surge, em letras pretas de grande dimensão, o título da exposição: “JAGOZES”. Por baixo encontra-se o nome do fotógrafo, Nuno Rocha. À direita, um subtítulo lê-se: “Entre o Mar e a Permanência”.

A imagem central é uma fotografia documental a preto e branco que retrata um contexto ligado à atividade piscatória.

Em primeiro plano, duas pessoas transportam uma grande caixa retangular utilizada para acondicionar peixe. Uma entra no enquadramento pela esquerda e a outra pela direita. Nenhum dos rostos é visível. A fotografia corta ambas as figuras à altura dos ombros, concentrando a atenção nos gestos, nos corpos em movimento e na ação desempenhada.

As duas pessoas vestem roupa impermeável de trabalho, incluindo calças de proteção utilizadas em contexto piscatório. Os braços estendem-se em direção à caixa, segurando-a de ambos os lados.

No interior da caixa encontra-se uma captura de peixe. Vários corpos alongados e curvos sobrepõem-se e ocupam grande parte do recipiente. Como superfícies húmidas refletem a luz, cria contrastes entre zonas claras e escuras.

Ao centro do plano de fundo encontra-se um cão molhado voltado para a câmara. O animal surge entre as duas figuras que transportam a caixa, ocupando uma posição central na composição.

O espaço parece corresponder a uma zona de trabalho associada ao porto ou à atividade marítima. Ao fundo são visíveis cadeiras, recipientes, cordas e diversos materiais ligados ao quotidiano da pesca. Pequenas áreas molhadas no chão refletem a luz e reforçam a sensação de um espaço recentemente utilizado.

A fotografia é construída a partir de um ponto de vista relativamente baixo, fazendo com que a caixa e o seu conteúdo ocupem uma posição dominante no primeiro plano. Esta perspetiva valoriza a dimensão física do trabalho e a relação direta entre as pessoas e os recursos do mar.

Na parte inferior do cartaz surgem como dados da exposição, de 13 de junho a 20 de setembro de 2026. O local é identificado como Avenida do Mar, Foz do Arelho. Diversos logótipos institucionais e da SEAQUAL Initiative assinalam como entidades parceiras associadas ao projeto.

A atmosfera geral da imagem combina observação documental com um forte sentido de lugar. Através dos gestos quotidianos, do trabalho manual e da presença constante do mar, a fotografia reflete temas de comunidade, tradição, subsistência e da relação duradoura entre as populações costeiras e o oceano Atlântico.

Nuno Rocha é fotógrafo documental sediado em Lisboa, com mais de quinze anos de experiência na criação de narrativas visuais. O seu trabalho desenvolve-se em torno de temas relacionados com comunidade, identidade, território e memória, privilegiando abordagens de longo prazo e processos de imersão junto das pessoas e dos lugares que fotografa.

Através de uma prática assente na observação e na construção de relações de confiança, procura revelar histórias humanas autênticas e os vínculos que unem indivíduos, comunidades e paisagens.