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Ana Baião

CANTE

8 de agosto a 20 de setembro de 2026
Museu do Hospital e das Caldas
Caldas da Rainha

Abertura da exposição

19 de agosto de 2026

Parte do F/262 Festival Internacional de Fotografia e o 200 Anos de Fotografia celebrações.


Sobre a exposição

Cante apresenta uma viagem fotográfica de uma década a uma das tradições culturais mais apreciadas de Portugal. Desde 2015, a fotojornalista Ana Baião documenta as pessoas, os rituais e as paisagens que Cante Alentejano vivo, criando um dos mais extensos registos fotográficos alguma vez produzidos nesta forma única de canto colectivo.

Reconhecida pela UNESCO em 2014 como uma Património Cultural Imaterial da Humanidade, Cante Alentejano é cantado em coro, sem instrumentos musicais, e tem as suas raízes nas comunidades rurais da região do Alentejo em Portugal. Mais do que uma tradição musical, é uma expressão de identidade, memória e comunidade, passada de geração em geração.

Fotografadas em todo o Alentejo e na área metropolitana de Lisboa, as imagens de Baião revelam ensaios, celebrações religiosas, festivais de aldeia e encontros quotidianos. O seu trabalho vai além da fotografia documental, oferecendo um retrato íntimo de mulheres e homens cujas vozes continuam a preservar este património vivo.

Através de poderosas fotografias a preto e branco, Cante convida os visitantes a experimentar a dignidade, a resiliência e a humanidade de uma cultura onde o canto é inseparável da terra, da memória e de um profundo sentimento de pertença.

Guia de áudio

Audiodescrição (Português)
Áudio Descrição (Português)
DESCRIÇÃO DA ÁUDIO – POSTER DE EXPOSIÇÃO PT

Audioguia (Português)

CANTE

Ana Baião

Bem-vindo à exposição Cante, da fotojornalista portuguesa Ana Baião, apresentada no âmbito do Festival Internacional de Fotografia F/262 e das comemorações dos 200 Anos da Fotografia.

Há mais de uma década que Ana Baião acompanha uma das mais importantes tradições vivas de Portugal: o Cante Alentejano, reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Ao contrário de muitas expressões musicais, o Cante não recorre a instrumentos. É construído apenas pela voz humana. Cantado em grupo, fala da terra, do trabalho, do amor, da saudade e da vida quotidiana. Mais do que música, é uma forma de identidade, de memória e de pertença.

Desde 2015, Ana Baião percorre o Alentejo e a região de Lisboa, acompanhando grupos corais, ensaios, celebrações religiosas e festas populares. Mais do que fotografar atuações, interessa-lhe documentar as pessoas que mantém viva esta tradição, registando momentos de preparação, de silêncio, de amizade e de emoção.

As suas fotografias revelam rostos marcados pelo tempo, mãos trabalhadas e paisagens moldadas por gerações. Lembram-nos que o património vive porque continua a ser praticado pelas comunidades.

Ao longo da exposição, repare como cada imagem nos convida a abrandar e a escutar, mesmo em silêncio. Estas fotografias não documentam apenas uma tradição musical. São retratos da memória, da dignidade e do espírito coletivo.

A exposição é apresentada no Museu do Hospital e das Caldas, um dos mais antigos museus de Portugal, instalado no histórico Hospital Termal fundado pela Rainha D. Leonor em 1485. O diálogo entre este espaço de grande valor patrimonial e a fotografia documental contemporânea de Ana Baião reforçam uma reflexão sobre a memória, a identidade e a preservação do património.

Obrigado pela sua visita. Esperamos que estas imagens lhe permitam descobrir não só uma tradição única, mas também as pessoas que, através das suas vozes, continuam a mantê-la viva.

DESCRIÇÃO DO ÁUDIO – ENG DO POSTER DE EXPOSIÇÃO

Audio Guide (em inglês)

CANTE

Ana Baião

Bem-vindo a Cante, uma exposição do fotojornalista português Ana Baião, apresentada no âmbito do F/262 Festival Internacional de Fotografia e a marcação das celebrações 200 Anos de Fotografia.

Há mais de uma década que Ana Baião documenta uma das tradições vivas mais notáveis de Portugal: Cante Alentejano, uma forma de canto coletivo reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Ao contrário de muitas tradições musicais, Cante é realizada sem instrumentos. É construído inteiramente sobre a voz humana. Cantada coletivamente, fala do trabalho, do amor, da saudade, da terra e da vida quotidiana. Mais do que a música, é uma expressão partilhada de identidade e pertença.

Desde 2015, Ana Baião percorre o Alentejo e a região de Lisboa, seguindo coros, ensaios, celebrações religiosas e festivais locais. Em vez de documentar performances sozinha, ela se concentra nas pessoas por trás das músicas, capturando momentos de preparação, silêncio, amizade e emoção.

As suas fotografias revelam mãos desgastadas, rostos expressivos e paisagens moldadas por gerações. Eles nos lembram que as tradições sobrevivem porque as pessoas continuam a vivê-las.

Ao percorrer a exposição, observe como cada fotografia o convida a abrandar e ouvir, mesmo em silêncio. As imagens não são apenas registos de uma tradição musical. São retratos da memória, da dignidade e da comunidade.

A exposição é apresentada na Museu do Hospital e das Caldas, uma das instituições museológicas mais antigas de Portugal, fundada no âmbito do histórico hospital termal criado pela Rainha Leonor em 1485. O diálogo entre este notável cenário histórico e a fotografia documental contemporânea de Ana Baião cria uma reflexão poderosa sobre o património, a memória e a passagem do tempo.

Obrigado por visitar Cante. Esperamos que estas fotografias lhe permitam descobrir não só uma tradição musical única, mas também as pessoas cujas vozes continuam a mantê-la viva.

Cante não é apenas algo que ouvimos, é algo que sentimos. Através destas fotografias, quis preservar os rostos, gestos e momentos que dão voz a um património vivo, celebrando as pessoas que mantêm viva esta tradição todos os dias. — Ana Baião

Sobre o artista

Ana Baião tem sido fotojornalista com o jornal português Expresso desde 2000. Iniciou a sua carreira em 1988 na O Século antes de trabalhar para Diário de Notícias, O Independente e o Associated Press. Estudou Fotografia Avançada no Instituto Português de Fotografia (IPF) e também completou estudos em Cenografia, Gestão Cultural e Produção de Artes do Espetáculo.

Ao longo da sua carreira tem recebido várias distinções pelo seu trabalho jornalístico, incluindo a Medalha de Ouro atribuída pela Assembleia da República por ocasião do 50.o aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Desde 2015 que se dedica a documentar o Cante Alentejano através de um projeto fotográfico de longo prazo que resultou nas publicações Cante – Alma do Alentejo (2017), Cuba, Cante, Tabernas e Talhas (2021) e 10 Anos de Cante (2024). Hoje, o seu trabalho destaca-se como um dos mais significativos arquivos visuais desta notável tradição cultural portuguesa.

Local

Museu do Hospital e das Caldas

Rua Diário de Notícias
2500-176 Caldas da Rainha
Portugal

Os Museu do Hospital e das Caldas É uma das instituições museológicas mais antigas de Portugal e situa-se no centro histórico da cidade. Hospital Termal Rainha D. Leonor, Foi fundada em 1485 pela Rainha Leonor. O museu preserva a história do hospital termal mais antigo do mundo em funcionamento contínuo, apresentando simultaneamente exposições dedicadas à arte, à história e ao património cultural.

Como um dos principais locais do F/262 Festival Internacional de Fotografia, o museu proporciona um cenário histórico único onde a fotografia contemporânea se envolve com mais de cinco séculos de história portuguesa.


Informações ao Visitante

Datas da exposição: 8 de agosto a 20 de setembro de 2026
Abertura: 8 de agosto de 2026
Inauguração da exposição oficial com o artista: 19 de agosto de 2026
Local: Museu do Hospital e das Caldas, Caldas da Rainha, Portugal