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Para ser visto, com dignidade

Em Histórias de Solidariedade, a fotografia é abordada como um gesto simples e respeitoso.

Muitas pessoas nunca tiveram a oportunidade de ser fotografadas com cuidado, intenção ou tempo. Este projecto oferece essa experiência de forma gratuita.

Cada participante é convidado a participar numa sessão de retrato, sem expectativas, sem papéis e sem julgamento.

Não há rótulos.
Não há narrativas impostas.
Ninguém fala em nome de mais ninguém.

Cada pessoa é vista como é.

Histórias de Solidariedade Trata-se de um projeto de fotografia participativa de longo prazo desenvolvido pela ASSOCIAÇÃO F/SOS, No âmbito do F/262 – Festival Internacional de Fotografia.

O projeto cria acesso à fotografia de retrato para pessoas que são frequentemente excluídas da representação cultural e visual, incluindo indivíduos que enfrentam dificuldades financeiras, vulnerabilidade social ou condições de vida instáveis.

Não se trata de documentar questões sociais.
ITrata-se de criar espaço para a presença, a dignidade e o reconhecimento.

Um espaço de acesso, não de exposição

A participação é sempre voluntária, informada e baseada na confiança.

Cada pessoa decide:

  • Se quer ser fotografada
  • Como a sua imagem pode ser utilizada
  • se pode ser partilhada publicamente ou permanecer privada

A visibilidade nunca é uma condição para a participação.

Este projeto não procura expor a vulnerabilidade, mas criar condições para a dignidade e a auto-representação.

Um retrato partilhado da cidade

Ao longo do festival, realizar-se-ão sessões de retrato gratuitas em locais acessíveis, em toda a Caldas da Rainha, bem como em colaboração com organizações locais que trabalham em estreita colaboração com diferentes comunidades.

Os participantes podem incluir:

  • pessoas que enfrentam dificuldades financeiras
  • Indivíduos sem habitação estável
  • pessoas em recuperação ou a lidar com dependência
  • bem como os residentes, os visitantes e os membros da comunidade em geral

Todos são bem-vindos em pé de igualdade.

Os retratos são criados usando uma abordagem simples a preto e branco, enfatizando a igualdade, a presença e a atenção.

Cada participante recebe:

  • um ficheiro digital
  • um retrato impresso

Algumas imagens, com consentimento explícito, podem ser temporariamente exibidas em espaços públicos como parte de uma instalação crescente em toda a cidade.

Trabalhar com instituições e comunidades locais

Histórias de Solidariedade é desenvolvido em colaboração com organizações locais, assistentes sociais e mediadores comunitários.

Estas parcerias asseguram que a participação é:

  • ética
  • informada
  • respeitosa
  • Fundamentada em relações reais

O papel destes parceiros não é enquadrar narrativas, mas apoiar o acesso e a confiança.

Histórias de Solidariedade refletem os valores fundamentais de F/262 e F/SOS:

  • Acesso à cultura
  • dignidade na representação
  • participação sem hierarquia
  • prática artística ética
  • uma forte relação entre a arte e o território

Ao oferecer o retrato como um acto de cuidado e atenção, o projecto afirma uma ideia simples:

A cultura não é um privilégio.
É um espaço partilhado.